Mário Jorge Lobo Zagallo

09/08/1931
Maceió - Alagoas


 
América-RJ (1950), Flamengo (1951 a 1957), Botafogo (1958 a 1965).

Copas do Mundo 1958 e 1962 - Seleção Brasileira; Carioca 1953/54/55 - Flamengo; Carioca 1961/62 - Botafogo.

Ponta esquerda

  A história da Seleção Brasileira praticamente se confunde com a história de Zagallo. Ninguém jamais esteve mais ligado a camisa verde e amarelo que o velho lobo. Atuou como jogador, técnico e coordenador- técnico. Zagallo teve mais de 230 participações na Seleção. É o maior vencedor na Seleção. Dos cinco títulos mundiais, esteve presente em quatro : 1958 e 1962 como jogador; 1970 como técnico e 1994 como coordenador-técnico. O velho lobo também esteve presente em 1998 quando o Brasil foi vice-campeão.

  Zagallo esteve com a seleção em 238 oportunidades. De acordo com a CBF foram 168 vitórias, 51 empates e 19 derrotas. A Seleção marcou 551 gols e sofreu 185, apresentando um saldo positivo de 366 gols.

Botafogo (Rio de Janeiro-RJ) - 1967/70, 75/78, 85/86; Flamengo (Rio de Janeiro-RJ) - 1972/74, 85 e 2000/e até Nov/2001; Al-Hilal (Arábia Saudita) - 1976/78; Fluminense (Rio de Janeiro-RJ) - 1979/80; Vasco da Gama (Rio de Janeiro-RJ) - 1981, 1990/91; Portuguesa (São Paulo-SP) - 1999.

Copa do Mundo do México 1970, Mundial 1994 (Coordenador de Futebol), Copa América 1997

Taça do Brasil 1968, Copa dos Campeões 2000, Carioca 1967/68, 1971/72 e 200.

  Polêmico, carismático, teimoso, mas acima de tudo, um vencedor. Zagallo é o único homem na face da terra a ter quatro títulos de Copas do Mundo, duas como jogador (1958 e 1962), duas como técnico, em 1970, no México, e outra como coordenador-técnico, em 1994, nos Estados Unidos.

  Nascido em Maceió, Alagoas, Mário Jorge Lobo Zagallo mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Começou a carreira de jogador no América em 1948. Três anos depois, transferiu-se para o Flamengo, onde começou a ganhar destaque nacional.

  Campeão mundial como titular na Suécia, Zagallo mudou de equipe cerca de dois meses depois da Copa. Foi para o Botafogo. Em General Severiano, formou a melhor linha de ataque da história do clube, ao lado de estrelas como Quarentinha, Garrincha e Amarildo.

   Zagallo conquistou o bicampeonato estadual em 1961/62. Nesse último ano, aliás, ainda pode comemorar o bicampeonato mundial pela Seleção Brasileira.

   Pouco depois de encerrar a carreira de jogador, Zagallo começou a atuar como treinador, nas divisões de base do próprio Botafogo, em 1965. E não tardou para chegar ao comando da equipe profissional. Já em 1967, levou o Glorioso à conquista do título estadual. No ano seguinte, o bicampeonato.

    No início de 1970, a maior glória como treinador. Com a demissão de João Saldanha a poucos meses da Copa do México, Zagallo assumiu a Seleção. Ele aproveitou a base do antecessor e ajudou a moldar o Brasil tricampeão.

   Permaneceu na Seleção até o fim da Copa do Mundo de 1974. Nos anos anteriores, chegou a acumular o cargo com o de treinador de clubes do Rio. E, 1971, por exemplo, foi técnico do Fluminense e, no ano seguinte, do Flamengo, ambos campeões estaduais.  

  Na semifinal da Copa de 1974, contra a Holanda, sofreu seu grande revés como treinador. O Carrossel Holandês, atropelou o Brasil e venceu por 2 x 0. Até hoje Zagallo nega ter desdenhado do adversário.

  Em meados da década de 70, Zagallo seguiu para o Oriente Médio, abrindo um caminho que se tornaria usual para treinadores, ávidos por uma boa remuneração, nos anos seguintes.

  Dirigiu as seleções do Kuwait, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. À frente deste último conseguiu a proeza de garantir a classificação para a Copa do Mundo de 1990. Porém desentendeu-se com dirigentes antes da Copa e pediu demissão.

  Em 1991, Zagallo foi chamado pela CBF para ser o Coordenador-técnico do Brasil. Três anos mais tarde, ganharia o quarto título mundial. E, depois do pedido de demissão de Carlos Alberto Parreira, Zagallo foi naturalmente indicado para assumir mais uma vez a Seleção.

  Nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, sofreu a maior decepção de sua vida profissional. Na semifinal contra a Nigéria, o Brasil vencia por 3 x 1 a 12 minutos do fim do jogo. Mas permitiu o empate e foi eliminado na morte súbita com um gol de Kanu. Era o fim do sonho do primeiro ouro olímpico. E a Seleção teve que se contentar com a medalha de bronze.

  No ano seguinte, Zagallo se recuperou  com os títulos da Copa das Confederações e da Copa América. Nessa última conquista, em um momento de desabafo após tantas críticas, soltou uma frase que se tornaria célebre: "Vocês vão ter que me engolir".

  Na Copa do Mundo de 1998, levou a Seleção ao vice-campeonato. Porém, ficou marcado pelo obscuro episódio que envolveu Ronaldinho antes da decisão. Enquanto viver, Zagallo terá que responder à pergunta: por que decidiu escalar o atacante mesmo tendo sofrido um ataque poucas horas antes da finalíssima?

  Depois da Copa, Zagallo deixou o comando da Seleção. Três anos depois, provou ainda ter estrela ao ganhar mais títulos carioca pelo Flamengo.