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Túlio Humberto
Pereira Costa |
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02/06/1969
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Goiânia - Goiás |
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Goiás, Sion
(Suíça), Botafogo, Corinthians, Vitória, Fluminense, Cruzeiro,
Vila Nova, São Caetano, Santa Cruz ( Os mais importantes ). |
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Campeão
Brasileiro pelo Botafogo (1995) Campeão da Taça Cidade
Maravilhosa pelo Botafogo (1996), Campeão Paulista da Série A1
pelo Corinthians (1997) Campeão Paulista da Série A2 pelo São
Caetano (2000). |
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Centroavante |
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Classificar Túlio como um grande craque é quase tão injusto, quanto
vê-lo apenas como um falastrão incorrigível que se utilizou do
marketing para alcançar o sucesso. |
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Nascido em Goiânia, o filho do seu Mussolini, um fiscal aposentado
do estado de Goiás, nunca pôde ser reconhecido pela técnica apurada.
Mas soube compensar o problema usando a inteligência, aquela que
permitia a ele se colocar no lugar certo, na hora certa. |
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Foi com o "faro de gol", como
gosta de dizer, que levou o Botafogo ao inédito título nacional em
1995 e escreveu seu nome na históri9a do futebol, tornando-se maior
goleador do Campeonato Brasileiro três vezes - 1990,1994 e 1995.
Feitos que o transformaram num ídolo inesquecível da torcida
botafoguense.
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Embora tenha sido torcedor do Vila Nova durante toda a infância,
Túlio começou a carreira no arqui-rival Goiás. Em 1987, atuando pela
categoria juvenil, marcou 22 gols e tornou-se artilheiro do
campeonato estadual. As boas atuações despertaram a atenção dos
dirigentes do clube goiano, que decidiram profissionalizá-lo um ano
depois. O atacante não decepcionou, ficando com a artilharia do
Campeonato Goiano em 1988 e 1989. |
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O atacante já havia dado mostras
de sua competência aos torcedores do Goiás, faltava a ele
reconhecimento nacional. E ele veio em 1990, quando Túlio foi o
artilheiro do Campeonato Brasileiro pela primeira vez, com 11 gols. |
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Não demorou e o irmão gêmeo de Télvio recebeu a primeira proposta
para se transferir a Europa. Endividado, o Goiás viu a oferta como a
solução para os problemas financeiros pelo qual passava e cedeu o
atacante por cerca de US$ 5 milhões ao Sion, da primeira divisão da
Suíça. Túlio continuou a marcar gols pelo novo clube, mas não se
adaptou ao clima gelado dos Alpes. Por isso, viu com bons olhos o
convite do Botafogo para retornar ao Brasil, na metade de 1994.
"Apesar de tudo, foi uma grande e importante experiência de vida",
diz o atacante. |
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No Botafogo, Túlio atingiu o
melhor momento da carreira. Em 1994, foi novamente artilheiro do
Brasileiro, embora não tenha conseguido impedir a eliminação do time
carioca. Mas já fazia a alegria da torcida com frases de efeito. |
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Certa vez, após uma partida entre
Botafogo e Flamengo, na qual marcara o gol da vitória, disse em meio
a uma multidão de repórteres: "Minha missão na Terra é fazer gols.
Para isso, fui criado." Poucas semanas depois, disse também: "Um
dia, serei verbete de dicionário." |
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Mas o jeito brincalhão do atacante, com o qual buscava promover os
clássicos, não demorou para gerar conflitos. Irritado com o pouco
esforço do companheiro durante um jogo, o zagueiro Wilson Gottardo
disparou: "Ele corre pouco e não ajuda a equipe. Não tem feito nada
para melhorar a situação do clube." No mesmo ano, foi chamado de
"jogador de merda" por Romário, depois que este acabara de ganhar a
Taça Guanabara. Quando todos esperavam do atacante uma resposta à
altura, Túlio mostrou maturidade, não se envolvendo na polêmica.
Pelo contrário: procurou a cada jogo mostrar sua importância para o
time, marcando gols. Até se sujeitou a correr mais e ajudar na
marcação. |
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Em 1995, provou a Gottardo que
este estava errado. Com grandes atuações, voltou a ficar com a
artilharia do Brasileiro, dessa vez levando o Botafogo ao inédito
título nacional. Marcou 23 gols durante toda a competição, dois
deles nos jogos finais contra o Santos. "O
gol é minha água. Vivo disso", dizia o atacante, ainda no gramado do
Pacaembu, carregado no ombro do zagueiro Gonçalves. "Provei mais uma
vez quem é o verdadeiro Rei do Rio." |
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Embora não tenha tido lá grandes
chances na seleção brasileira, Túlio sempre foi bem quando
convocado. Em 1995, fez 13 gols em 12 jogos e disputou a Copa
América. Na competição sul-americana, marcou o gol de empate contra
a Argentina por 2 a 2, ajeitando a bola com o braço. Na final,
voltou a fazer gol diante do Uruguai, no Centenário, mas
transformou-se em vilão ao desperdiçar uma cobrança de pênalti. O
erro não impediu que Túlio voltasse a atuar pela seleção ainda em
1995, num amistoso contra a Colômbia. O Brasil venceu por 3 a 1, com
dois gols do então artilheiro do Botafogo. "Não sei por que, mas
tenho mania pelo número dois", explicou o jogador, depois do jogo. |
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A carreira de Túlio começou a
declinar em 1997, quando se transferiu para o Corinthians. Recebido
com a pompa de maior atacante do Brasil, logo foi colocado pelo
técnico Nelsinho Baptista na reserva de Mirandinha. Ainda assim foi
artilheiro do Timão no Campeonato Paulista. "O Nelsinho não gosta de
artilheiro", chegou a dizer. |
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Sem clima para continuar no
Corinthians, aceitou o pedido do Banco que patrocinava o time
paulista e foi jogar no Vitória. No clube baiano, onde formou dupla
de ataque com Bebeto, teve poucas chances e foi parar no banco de
reservas. Fez somente 11 gols em seis meses. |
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A solução parecia ser voltar ao
Botafogo e o atacante aceitou ganhar menos para voltar ao clube no
qual se consagrara. Apesar das promessas, decepcionou novamente,
anotando somente 19 gols em um ano. |
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Sem clima para permanecer no Fogão, devido a problemas de
relacionamento com Bebeto e outros jogadores, Túlio recebeu com
alegria a possibilidade de ir jogar no Fluminense, que na época
buscava se reerguer depois da queda para a terceira divisão. |
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No Tricolor Carioca, chegou até a marcar alguns gols (12), mas ficou
longe do jogador que fez história no Botafogo. No meio de 1999,
recebeu proposta do Cruzeiro e foi defender o quinto clube em três
anos. Na Raposa, praticamente não atuou, a exemplo do que lhe
aconteceu no Vila Nova. |
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Quando todos esperavam que Túlio
estivesse acabado, o atacante tratou de calar os críticos. Em 2000,
foi para o São Caetano e ajudou o time do ABC a subir para a
primeira divisão do Campeonato Paulista. Marcou 18 gols e tornou-se
um dos principais ídolos da curta história do Azulão. |
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A boa campanha fez com que Túlio
voltasse ao Botafogo pela segunda vez. Mas o atacante decepcionou a
torcida, com atuações apagadas e poucos gols. Viu-se obrigado a
deixar a "Estrela Solitária" novamente e foi jogar no Santa Cruz. |
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