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José Perácio |
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02/11/1917
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Nova Lima -
Minas Gerais |
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Vila Nova-MG, Palmeiras-SP, Fluminense-RJ, Botafogo-RJ,
Flamengo-RJ,Canto do Rio-RJ |
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Tricampeão Mineiro com Vila Nova, 1933, 34 e 35 e Tricampeão Carioca com Flamengo, 1942, 1943 e
1944. |
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Meia-esquerda |
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Perácio ganhou fama de artilheiro em
Minas Gerais ao conquistar o tri-campeonato pelo Villa Nova.
Apaixonado pelo Botafogo, não se transferiu direto
para General Severiano, como sonhava. Antes, passou pelo
Palestra Itália e Fluminense. Depois foi para o Flamengo e em
seguida foi convocado como pracinha para os campos de batalha
da Itália, na Segunda Guerra Mundial. Abandonou a carreira no
Canto do Rio, em Niterói. |
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A fama do meia-esquerda Perácio
cresceu depois da Copa do Mundo de 1938, na França. O Brasil
jogava contra a Tchecoslováquia e Péracio deu um chute tão
forte que o goleiro Tchers Planicka, ao tentar defender,
chocou-se com a trave e quebrou o braço e a clavícula. Então
surgiu a lenda que o chute é que tinha quebrado o goleiro.
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Como meia-esquerda
Perácio aparecia sempre em velocidade na área para finalizar.
Chegava em alta velocidade na
zona de chutem onde se formavam quatro atacantes com os que lá estavam.
Mas, por que jogadores, antes da época do Perácio, também não
avançavam em alta velocidade, vindos do meio-campo para a ponta de
lança? O que impedia isto? Do ponto de vista das leis do jogo, nada.
Rigorosamente nada. Apenas um pequeno
detalhe: se antes da época do Perácio alguém fizesse isto, cairia
morto de cansaço. O Perácio cansava, é certo. Mas muito menos. É que
ele representa uma nova etapa do futebol: a do profissionalismo,
onde o jogador não é apenas um futebolista na acepção da palavra,
mas um futebolista e atleta, formado em toda a extensão.” - João
Saldanha. |
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Histórias e comentários sobre o Perácio
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Certo dia, ele parou num posto de gasolina com seu
companheiro Martin Silveira. Enquanto o frentista enchia o tanque do
carro, Perácio, calmamente, tirou um cigarro, acendeu-o e jogou o
fósforo no chão, perto da bomba.
Do
susto de ver o fósforo cair ainda aceso no chão, a poucos metros da
bomba, Martin passou aos protestos, chamando Perácio de louco e
irresponsável:
Por que esse ataque? — perguntou Perácio.
Onde já se viu riscar fósforo num posto de gasolina? — retrucou
Martin.
E Perácio
respondeu, desculpe Martin, eu não sabia que você era tão
supersticioso...
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Quando jogava futebol Perácio gostava de ouvir os locutores
gritarem –“Goooool de Perácio !” Ele sempre teve uma mania de possuir automóvel, sempre que
possível, o carro do ano. Como estava jogando e não podia ouvir o
grito de gol, Perácio comprou o melhor rádio de automóvel que havia
no Rio de Janeiro. Assim, no dia do jogo, ia para o campo, deixava o
carro estacionado numa vaga, tendo o cuidado, antes de trancá-lo, de
ligar o rádio e deixá-lo bem alto. Inutilmente, apesar das
precauções, não conseguia ouvir, uma só vez, o locutor gritar –
Gooooooool de Perácio.Também não conseguia entender. Só que ele
estava dentro do campo, o carro lá fora, longe do campo e quando
ele marcava um gol e, quase sempre, marcando mais de um, não ouvia
nada. E Perácio desabafou – “Não adianta. Comprei o rádio errado”.
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O ano era de 1939. O jogo Brasil e Argentina pela Copa Roca.
Quando o placar estava em 2x2, o juiz brasileiro, Carlos de Oliveira
Monteiro, o Tijolo, marcou um pênalti contra os argentinos. Houve
uma forte reclamação dos portenhos e quando eles partiram para cima
do arbitro, a policia entrou em campo e baixou o sarrafo nos
argentinos. Com um clima muito tenso, nossos adversários preferiram
deixar o campo. O
pênalti estava mantido e Perácio indicado para cobrar com o gol
vazio. O novo técnico do Brasil, Carlito Rocha, entrou em campo e
disse para Perácio – “Chute bem no cantinho”. Perácio ficou sem
entender e disse mas seu Carlito o gol está vazio ! “Não interessa,
chuta no cantinho”.E com o gol escancarado a sua
frente, ele se preparou para a cobrança.E se chutasse no
cantinho e a bola fosse para fora ? E se chutasse forte e a bola
passasse por cima do travessão ? Com essas duvidas, Perácio
começou a ouvir a torcida gritar, “Devagar, Perácio, e no
centro ! Ele ouviu. Partiu para a bola e chutou no centro tão
devagar que a torcida ficou na expectativa se a bola ia mesmo
entrar. E todos viram a bola ultrapassar na linha de gol pouco mais
de um palmo.
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