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Paulo César Lima
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16/06/1949 |
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Rio de Janeiro -
RJ |
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Botafogo, Flamengo, Olympique de
Marselha, Fluminense, Vasco, Grêmio e Corinthians. |
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Campeão da Taça
Brasil, em 1968, pelo Botafogo; bicampeão carioca, em 1967 e
1968, pelo Botafogo, e em 1975 e 1976, pelo Fluminense;
campeão carioca, em 1972, pelo Flamengo; e campeão da Copa do
Mundo, em 1970, com a seleção brasileira. |
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Ponta-Esquerda e Meia. |
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Pode-se afirmar, sem qualquer dúvida, que Paulo César Lima,
o Caju, foi um dos jogadores mais polêmicos de todos os
tempos. Foi "bad boy" no tempo em que esse termo sequer
existia. Boêmio, brigão e muitas vezes perseguido,
principalmente por ser negro, ficou com a fama de
'maldito'. |
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"Sou um negro que não pediu licença aos brancos. Um negro
que não pediu, mas exigiu aquilo a que tinha direito", era a
explicação de Paulo César, que ganhou o apelido de Caju por
ter pintado os cabelos desta cor, para o fato de ser
considerado tão problemático. |
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No entanto, se algumas atitudes extra-campo o condenavam,
suas jogadas dentro das quatro linhas maravilharam amantes do
futebol por todo o mundo. Caju atuou por grandes equipes
brasileiras como Botafogo, Fluminense e Grêmio, pelo
Olympique, de Marselha, e participou ainda das Copas de 1970 e
1974 com a seleção brasileira. |
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Nascido em 1949, na favela da Cocheira, no Rio de Janeiro,
Paulo César tinha o mesmo sonho de qualquer menino pobre:
fazer sucesso no futebol, e sair da miséria. Como a favela
ficava no bairro de Botafogo, nada mais natural que ele fosse
tentar a sorte no alvinegro de General Severiano. |
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Como não lhe faltava talento, logo foi aprovado para
treinar no clube. Em 1961, aos 11 anos, foi levado para passar
a noite de Natal na casa do amigo Fred, filho do então jogador
Marinho. "Comi, de uma só vez, galinha ensopada, pudim de
leite e pudim de coco", recorda-se, brincando. O menino Paulo
César despertou a simpatia de todos na casa, e acabou sendo
adotado por Marinho, a quem passou a chamar de pai. |
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Em 1967, aos 18 anos, Caju concretizou de vez seu sonho, ao
se tornar jogador do time principal do Botafogo e participar
de sua primeira temporada no Glorioso. Seu futebol habilidoso
e provocador foi logo chamando a atenção, e em pouco tempo se
tornou conhecido no Rio de Janeiro. |
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Na final da Taça Guanabara do mesmo ano, consagrou-se ao
marcar os três gols da vitória do Botafogo por 3 a 2 sobre o
América, de virada. Era apenas o começo da vitoriosa
carreira. |
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Ainda
em 1967, Paulo César foi convocado pela primeira vez para a
seleção brasileira, e se tornou conhecido de vez, em todo o
país. Nesta época também conheceu as noites cariocas e sua
fama de boêmio começou. Além disso, tinha a característica de
falar o que pensava, sem papas na língua, e isso começou a lhe
gerar uma série de inimigos no futebol e fora dele. |
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Envolvido em confusões fora do campo, mas brilhando no
Botafogo e na seleção, o ponta-esquerda participou da Copa de
70, no México, e ajudou o Brasil a conquistar a Jules Rimet,
porém apenas como reserva. Naquele tempo, o Brasil era um
verdadeiro celeiro de gênios, e estar no grupo já era motivo
de alegria para qualquer jogador. "Sou o único tricampeão com
fama de ruim", costumava dizer sobre si mesmo, devido à já
espalhada fama de problemático. |
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Destro, sempre brigava quando era escalado na ponta-esquerda. Mas desfilava
pela lateral do campo com a bola grudada aos pés. Era tão técnico que
substituiu Gérson nas partidas contra a Romênia e Inglaterra, na Copa de
1970, sem afetar o ritmo do time. Polêmico, vivia brigando com dirigentes.
Foi para o Flamengo em 1972. Já
veterano, foi contratado pelo Grêmio, em 1983, para ser campeão do mundo
interclubes, contra o Hamburgo da Alemanha. |
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