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Jair Ventura Filho |
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25/12/1944 |
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Rio
de Janeiro - RJ |
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Botafogo,
Olympique de Marselha (França), Cruzeiro, Portuguesa de
Acarígua (Venezuela), Noroeste, Fast Clube, Jorge Wilsterman
(Bolívia). |
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Bicampeão carioca,
em 67 e 68, Torneio Rio São Paulo, em 66 e Taça Brasil, em 68,
pelo Botafogo; Campeão Mineiro, em 75 e da Taça Libertadores,
em 76, pelo Cruzeiro, além da Copa do Mundo em 1970. |
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Ponta Direita e Atacante |
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No final da década de 50, a
família Ventura trocou o município de Duque de Caxias pelo Rio
de Janeiro. O endereço escolhido acabou influenciando no
futuro de seu membro mais famoso. Morando na rua General
Severiano, nada mais natural que o menino Jair começasse a
freqüentar o Botafogo, que ficava ao lado de sua casa. Não
demorou muito para que ele fizesse um teste nas categorias de
base do Glorioso e começasse a defender as cores alvinegras. |
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Em 1965, acabando de sair do
juvenil, Jairzinho recebeu uma missão praticamente impossível:
ser o substituto de Garrincha no Botafogo. No entanto, ao
invés de tremer ou decepcionar, o garoto de 19 anos encheu os
olhos dos torcedores. Com a mesma camisa 7 às costas,
Jairzinho não mostrou o talento de Mané para os dribles
desconcertantes, mas seus gols e suas arrancadas também
deixaram seu nome na história do clube. |
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Se substituir Garrincha no Botafogo já não
era tarefa para qualquer um, imagine então ser o substituto do craque na
seleção brasileira. Pois foi exatamente o que aconteceu com Jairzinho, no
mesmo ano em que estreara nos profissionais do Alvinegro. Mais uma vez, o
faro para o gol não falhou e, em 1966, na Inglaterra, disputou sua
primeira Copa do Mundo, aos 20 anos.
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Mesmo após o fracasso
brasileiro em 66, Jairzinho permaneceu com seu status inabalado. Na volta
para o Botafogo, já usando a camisa 10, o craque levou o Glorioso ao
bicampeonato estadual em 67 e 68. Em 1970, veio a consagração. O ponta
direita foi um dos principais jogadores da melhor seleção brasileira na
história das copas, e deixou o México com o apelido de Furacão, devido às
suas arrancadas e chutes fulminantes. Além de Jairzinho, nunca, em todos
os Mundiais, outro jogador conseguiu marcar gols em todas as partidas da
competição. Logo na estréia, contra a Tchecoslováquia,
Jairzinho mostrou seu poder de fogo e balançou as redes duas vezes. Nos
outros cinco jogos, Inglaterra, Romênia, Peru, Uruguai e Itália também
foram alvos do Furacão, que marcou sete vezes na competição. A Taça do
Mundo era nossa e o planeta inteiro reconhecia o futebol do craque.
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Quatro anos após o Mundial do
México, Jairzinho fez parte da seleção brasileira que ficou em
quarto lugar na Copa da Alemanha e, logo em seguida, deixou o
Botafogo. Depois de mais de dez anos defendendo as cores
alvinegras, e sendo um dos maiores salários do futebol
brasileiro na época, o Furacão trocou General Severiano pela Europa, e foi jogar no Olympique de Marselha, da França, ao
lado do também brasileiro Paulo César Caju, ex-companheiro de seleção e
Botafogo. A troca acabou não se tornando um bom
negócio para Jairzinho e o craque disputou apenas uma temporada pelo time
francês. Acusado de agredir um bandeirinha, o Furacão decidiu deixar o
Olympique e retornar ao Brasil.
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Aos 31 anos e com o passe livre
nas mãos, o craque assinou contrato com o Cruzeiro. Defendendo
a Raposa, Jairzinho foi, mais uma vez, incomparável. Na época,
ele já era um veterano, mas continuava dando trabalho aos
zagueiros. Em 1976, o craque foi um dos principais nomes no
título mais importante da história do time mineiro: a Taça
Libertadores da América. Esta seria a última grande conquista
do Furacão, que já estava prestes a e despedir dos gramados.
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Assim como acontece com
vários outros craques, Jairzinho demorou a se acostumar com a idéia de
abandonar a carreira de jogador. Ao sair do Cruzeiro, o Furacão já não era
mais o mesmo e passou a atuar por equipes pequenas do futebol brasileiro e
internacional, antes do adeus definitivo. Fast Clube, do Amazonas,
Noroeste, de Bauru e Portuguesa, da Venezuela, são clubes que hoje
ostentam o orgulho de terem Jairzinho como um dos jogadores de sua
história.
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Quando se aposentou, o Furacão tentou
iniciar a carreira de treinador, mas não obteve sucesso. Acabou se
tornando empresário de jogadores e, mesmo longe dos gramados, ainda deu
mais um presente para o futebol brasileiro: foi um dos descobridores de
Ronaldo, o Fenômeno. |
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