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Gerson de Oliveira Nunes |
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11/01/1941 |
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Niterói - Rio de Janeiro |
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| Flamengo,
Botafogo, São Paulo e Fluminense. |
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Campeão Carioca: 1963 (Flamengo), 1967 e 1968 (Botafogo) e 1973
(Fluminense); Torneio Rio-São Paulo: 1961 (Flamengo), 1964 e 1966
(Botafogo); Campeão Brasileiro (Taça Brasil): 1968 (Botafogo);
Campeão Paulista: 1970 e 1971 (São Paulo); Campeão do Torneio
Independência do Brasil: 1972; Campeão do Mundo: 1970 (Seleção
Brasileira). |
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| Meia |
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Era
chamado de o Canhotinha de Ouro pelo futebol inteligente e
habilidoso que praticava. Tinha grande sentido de
organização e estratégia, era um técnico dentro de campo;
lançamentos perfeitos de perto ou de longe, capaz de colocar a bola
no peito do atacante a 40 metros de distância; chutes fortes e
precisos; ótimo cobrador de faltas; liderança, não tinha papas na
língua quando fosse preciso orientar o time ou até mesmo xingar um
companheiro, daí o apelido de "Papagaio". |
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De personalidade forte Gerson era amado por uns e
odiado por outros. Em 1962 Gerson quebrou a perna do juvenil Mauro
durante um treino, tendo adquirido assim a fama de jogador violento.
“No começo, ele era afoito, corria muito. Depois, chegou à perfeição
como jogador de meio-de-campo”, elogiou-o ninguém menos do que
Didi, cuja posição herdou no time do Botafogo. Praticamente expulso
do Flamengo, em 63, Gérson de Oliveira Nunes encontrou-se no
Botafogo. Foi o grande comandante do time até 69. Sua perna esquerda
fazia maravilhas. |
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Em 1969 deixou o Botafogo e foi para o São Paulo. Gerson foi um dos
maiores estilistas do futebol brasileiro. A técnica e a liderança
eram completadas com uma inteligência rara para enxergar o futebol.
Sua consciência tática era impressionante. Todo esse talento
compensava o fato de fumar como poucos, até mesmo no intervalo das
partidas.
Foi um dos grandes líderes da
seleção de 1970 ao lado de Carlos Alberto Santos e Pelé. Encerrou a
carreira no Fluminense em 1975. |
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Alguns comentários sobre o Gerson
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Pela Seleção Brasileira jogou 98 vezes
(83 oficiais) e marcou 28 gols . Participou das Copas do Mundo
de 1966 e 1970. |
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Foi com sua melhor característica, o lançamento, que
fez de Roberto e Jair artilheiros no Botafogo, e mais tarde Toninho
e Terto, no São Paulo. Mas além disso, sua grande inteligência lhe
deu a posição de comandante não só do meio-campo, mas do time
inteiro. Um líder autêntico, que obteve como principal jogador do
São Paulo em 70 a 71, dois títulos paulistas que tiraram o São Paulo
de uma longa fila. Tanto sabia dar esses lançamentos citados, como
um chutão para o lado, quando a coisa estava feia, ou até mesmo
atrasar uma bola para seu goleiro após várias fintas na área. |
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Gérson foi um pequeno gênio do futebol.
E lembrem-se
que pouco antes da Copa de 70, na faixa em que se discutia essa
posição, ainda havia determinados bairristas que pretendiam ver ora Rivellino ora Ademir da Guia na posição que foi sua de fato e de
direito na jornada inesquecível em terras mexicanas. |
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Por quase todos os clubes que passou, Gérson fez o nome dos
atacantes. Foi com sua melhor característica, o lançamento, que fez
de Roberto e Jair artilheiros no Botafogo, e mais tarde os limitados
Toninho e Terto, no São Paulo, que o meia tornou-se peça principal
na engrenagem de todos os times em que atuou. |
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Gérson estreou com a camisa da seleção brasileira em 1959, com
apenas 18 anos, na partida Brasil 4 x 2 Costa Rica, numa seleção
juvenil, que disputou os Jogos Pan-americanos daquele ano em
Chicago, nos Estados Unidos. Em 1960, disputou as Olimpíadas,
enfrentando alguns italianos que iria rever em 1970. Sua primeira participação importante defendendo o Brasil foi na
Copa de 1966, na Inglaterra. O jogador foi muito discutido pela
crônica esportiva na época, sendo taxado de covarde. Paraná, ex-ponta-esquerda do São Paulo, afirmou que ele foi um
dos jogadores da seleção brasileira a comer pasta de dente para
sentir indisposição e não enfrentar Portugal, partida decisiva para
que o Brasil passasse às quartas-de-final. Realmente, ele não estava
em campo naquele jogo em que não só Pelé foi uma vítima da força de
Eusébio e companhia. Ele estava doente, com um mal posteriormente
diagnosticado como pedra nos rins. |
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A campanha brasileira na Copa de 70, no México, com uma magnífica
atuação, não somente de Gérson, mas também de todo o time, deu ao
canhotinha um espaço imortal na galeria dos maiores craques que já
vestiram a camisa verde e amarela. Em 70, depois da Copa, Pelé,
maior ídolo do futebol em todos os tempos, afirmou que Gérson foi um
dos jogadores da seleção brasileira com grande parcela de
responsabilidade na conquista do tricampeonato. Realmente, ele não
só estava em campo naqueles oito jogos sem nenhuma derrota ou
empate, como transformou-se, através do noticiário da imprensa
mundial, num dos maiores ídolos já aparecidos num campo de
futebol. Na Copa do México realizou 3 lançamentos geniais, dos quais um deles
contra a Tchecoslováquia foi o mais sensacional, proporcionando a
Pelé apenas e tão somente matar a bola no peito e encobrir o goleiro
Ivo Viktor. |
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Meu maior título, como não poderia deixar de ser, foi a Copa de
70, no México. Aquela conquista foi sensacional, pois nunca foi tão
fácil ser campeão num campeonato tão difícil. Se me perguntarem se
tive alguma tristeza e decepção como jogador, respondo que não. Em
minha casa tenho uma vasta coleção de troféus e faixas que serão
guardadas para o resto da vida", disse. O último jogo de Gérson pela
seleção foi Brasil 1 x 0 Portugal, no dia 9/7/72, no Maracanã, pela
Taça Independência. Ele disputou 83 jogos pelo Brasil, marcando 28
gols. |
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Em sua carreira, Gérson quebrou a perna de três
jogadores. Um deles num lance acidental (Vaguinho, do Corinthians,
em 1971). Os outros dois, não. Um deles foi Mauro, num treino dos
juvenis do Flamengo. "Ele vinha para quebrar; eu apenas escorei",
disse Gérson. A outra foi num amistoso no Maracanã entre Brasil e
Peru. "O De La Torre já havia batido numa porrada de gente. Pedi
para o Pelé passar uma bola dividida e entrei com a sola". |
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Em 1976, o jogador protagonizou o que seria um
inocente comercial de cigarros. Acontece que o slogan "você também
gosta de levar vantagem em tudo, certo? " acabou se tornando o
símbolo do Brasil dos aproveitadores. A frase ganhou o nome de Lei
de Gérson. |
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Gérson tinha duas características constantes: no campo
era
um jogador corajoso, valente, e um líder acima de tudo. Numa bola
dividida jamais levou desvantagem. Fora de campo, tinha muito medo de
viajar de avião e sempre que podia, evita isso, ele preferia viajar em
seu carro, desde que pudesse se integrar à delegação de outro
estado. |
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Gérson abandonou o futebol em 1974, de maneira até certo ponto
precoce, pois tinha 33 anos, quando defendia o Fluminense, seu time
de coração. Eu poderia ter continuado no futebol por mais um ano, e o
próprio presidente do Fluminense, Francisco Horta, queria isso, me
colocando no time para jogar ao lado de Rivellino, revivendo a dupla
de 70, no México. Ele me convidou para participar do Campeonato
Carioca, Campeonato Nacional, e de uma excursão à Europa. O Dr.
Horta queria que eu fizesse um contrato de um ano e fiquei de lhe
dar uma resposta. Após consultar minha esposa preferi seguir os
conselhos dela para encerrar a carreira. |
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