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Botafogo (RJ)
-1953-1965. Decadência: Corinthians (SP)-1966,
Portuguesa-RJ -1967, Atlético Junior (COL)-1968, Flamengo
(RJ)-1968. Fim de Carreira:, Olaria (RJ)-1971/1972,
Juventus (AC), CEUB (DF), Souza (PB), Millonarios(COL)-1974-1982. |
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Seleção Brasileira : Copas do Mundo de 1958 e 1962;
Botafogo : Campeonato Carioca 1957,1961 e 1962; Rio x São
Paulo : 1962 e 1964; Corinthians : Copa Rio x São
Paulo. |
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| Ponta Direita |
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Eis que surge na década de 50 no Botafogo, um jovem de pernas
tortas que gostava de caçar passarinhos. Apelidado de
Garrincha acabou se transformando no maior ídolo da história
do Clube. Já no primeiro treino deixou Nilton Santos
completamente louco quando jogou uma bola por entre as suas
pernas e deu outros dribles incríveis. Ao término do treino o
próprio Nilton Santos recomendou aos dirigentes a contratação
do jovem de pernas tortas. Seu primeiro jogo foi contra o
Bonsucesso onde marcou três gols e o Botafogo venceu a partida
por 6 x 3 . A partir daí todos foram percebendo que Garrincha
não era apenas um jogador habilidoso, era também um grande
goleador
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Mais do que um atacante espetacular, era
um verdadeiro espetáculo vê-lo deslizar pela ponta direita,
demolindo todos aqueles que tentavam pará-lo. Era símbolo maior do
futebol moleque, irreverente, de cruzamentos precisos e muita
ingenuidade. O seu primeiro treino no Botafogo foi coberto de
desconfiança por causa de suas pernas tortas. O apelido Garrincha
veio de uma ave que ele costumava caçar na infância. |
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Durante a sua permanência no Botafogo marcou 242 gols em 614 jogos,
tornando-se o terceiro maior artilheiro do clube em todos os tempos.
Foi campeão mundial pelo Brasil em 58 e 62. Garrincha pelas suas
magníficas apresentações passou a ser chamado de Alegria do Povo. Os
dribles de Garrincha levaram o Botafogo ao Título Carioca em 57 na
vitória de 6 x 2 sobre o Fluminense. Na copa de 58
depois do empate contra a
Inglaterra, Nílton Santos, Bellini e Didi exigiram a escalação de
Garrincha contra a União Soviética. Em poucos minutos, Garrincha
mudou toda a história do jogo. O Brasil venceu por 2x0, gols de Vavá,
mas o grande herói foi Garrincha. O Brasil foi campeão do mundo em
58 e bi quatro anos depois, em Santiago do Chile. Nesta Copa, Pelé
saiu no segundo jogo contra a Tchecoslováquia e não voltou mais a
jogar no campeonato. Então Garrincha foi ponta, artilheiro, marcando
gol de cabeça, de pe esquerdo e de falta. Mesmo com febre,
desmantelou a mesma Tchecoslováquia, agora na final, por 3x1. Em
sua volta ao Rio, arrasou o Flamengo na final em que o Botafogo
chegou ao bicampeonato carioca de 1961 e 1962.
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Após a conquista do bicampeonato começou uma fase de decadência para
Garrincha. As inúmeras infiltrações no joelho foram minando as suas
forças. A bebida tornou-se uma companheira e gerou uma cirrose
hepática que o levou-o a morte em 1983.Garrincha ainda participou da
Copa de 66 na Inglaterra e marcou um gol de falta contra a Bulgária.
Em 1965 foi negociado com o Corinthians. Jogou também no
Barranquilha da colômbia, no Flamengo e em um time amador do futebol
italiano. Ainda tentou uma volta ao Botafogo de Zagalo, mas não deu
certo. Em 19 de dezembro de 1973, foi realizado um jogo de gratidão
para Garrincha, o Maracanã ficou lotado foram as últimas homenagens
de uma torcida que soube admirá-lo como o maior ponta-direita do
mundo, um gênio.
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Garrincha foi considerado o mais habilidoso jogador que já existiu
em todos os tempos sua capacidade de driblar e envolver seus
adversários era impressionante. Pelo Brasil perdeu apenas uma das 61
partidas que fez com a camisa da Seleção. Em 1998, foi escolhido
para a seleção de todos os tempos da Fifa, em eleição que contou com
votos de jornalistas do mundo inteiro. |
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Alguns comentários sobre o Garrincha
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"Garrincha é um verdadeiro assombro. Não pode ser produto de nenhuma
escola de futebol. É um jogador como jamais vi igual."
(Gavril Katchalin, técnico soviético em 62) |
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"Eu digo: não há no Brasil, não há no mundo ninguém tão terno,
ninguém tão passarinho como o Mané."
(Nélson Rodrigues, escritor, dramaturgo e jornalista esportivo,
sobre Garrincha) |
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"Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e
farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar
de tudo e de todos, nos estádios."
(Carlos Drummond de Andrade, escritor) |
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"Para Mané Garrincha, o espaço de um pequeno guardanapo era um
enorme latifúndio."
(Armando Nogueira, jornalista e escritor) |
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"De que planeta veio Garrincha?"
(Jornal El Mercurio, do Chile, na Copa de 62) |
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“Eu fazia o lançamento e tinha vontade de rir. O Mané ia passando e
deixando os homens de bunda no chão. Em fila, disciplinadamente."
(Didi, sobre Garrincha na Copa de 58) |
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“Ele me deu um baile. Pedi que o contratassem e o pusessem entre os
titulares. Eu não queria enfrentá-lo de novo."
(Nílton Santos, maior lateral-esquerdo da história do Brasil e do
Botafogo) |
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“Eles começaram marcando no mano a mano. Tsarev contra Garrincha. De
repente, passaram a amontoar vários outros naquele lado esquerdo do
campo. Era hilariante o desmanche que Mané fazia por ali."
(Nílton Santos, sobre Garrincha na partida contra a Rússia, pela
Copa de 58) |
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“Um Garrincha transcende todos os padrões de julgamento. Estou certo
de que o próprio Juízo Final há de sentir-se incompetente para
opinar sobre o nosso Mané."
(Nelson Rodrigues, escritor e jornalista) |
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“Estávamos em pânico pensando no que Garrincha poderia fazer. Não
existia marcador no mundo capaz de neutralizá-lo."
(Nils Liedholm, meia da Suécia na Copa de 58) |
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“Em cinqüenta anos de futebol jamais apareceu um jogador como
Garrincha."
(Jornal inglês Daily Mirror) |
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“Eles eram infernais. Ninguém os conteria. Se você marcasse o Pelé,
Garrincha escapava e vice-versa. Se você marcasse os dois, o Vavá
entraria e faria o gol. Eles eram endemoniados."
(Just Fontaine, maior artilheiro em uma única Copa do Mundo, a
respeito do time brasileiro da Copa de 58) |
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“Veja aquele beque do Brasil. Olhe seu uniforme, limpo, parece
engomado. Olhe seus cabelos, penteados. Ele é Nílton Santos. Aquela
cabeça armazena o que há de melhor em inteligência. Aquelas pernas
limpas produzem o melhor estilo do mundo. Ele joga em pé, pleno de
classe, como convém aos deuses da bola."
(Nestor Rossi, indignado com o companheiro, que marcava Garrincha e
estava todo sujo de lama) |
"Rossi se esqueceu de dizer que eu sempre joguei junto com
Garrincha. Contra ele, só no primeiro treino no Botafogo. Pedi que o
contratassem. Graças a Deus, fui atendido."
(Nílton Santos, em resposta a Nestor Rossi). |
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